Outro dia me deparei com um grupo de música experimental muito interessante e troquei algumas idéias com algum dos integrantes... transcrevo nosso diálogo:
diálogo sobre o silêncio
nas palavras mora um ruído
que atormenta o ouvido
silêncio que não existe
fora do termo que insiste
o zumbido eterno da existência
indecifrável ruído
o silêncio nunca existiu
todo o ido é ruído
e o que virá zumbirá
ser é ouvir o zumbido
que não se apaga
o imanente falatório inexistente
o parco ouvido mouco da alma
ressonâncias de um murmúrio
estremecedor
ensurdecedor
...nós queremos o silencio, mas eleela insiste que berremos...
...zumbis, marionetes dos sentidos que somos zumbimos...
...as cifras entre o infinitesimal e o infinito ruem pelas ruas com as
quais
iludimo-nos do controle...
...o silencio nunca existiu para poder estar sempre presente em
potëncia de
todo porvenir, reflexo do ido no vindouro, além do bojador...
...o que virá, ninguém sabe...
?ser é¿
...o que não se apaga se apega...
...o iminente úterofalo de Guerra-MãePai-de-Todas-as-Coisas...
...o ouvido da alma é o olvido do corpo...
...musicae: até as musas caem...
...a ressonäncia só seria viável com um som inicial... saudades da
música
que desconheco, tal qual Górgia... tal qual a de Górgia também...
...o que nos estremece é a dor... e existir é doer...
...o som relembra na faltabundäncia do amor a paz impossível na surdez
dos
absolutos...
...a música está acima e abaixo de tudo... é o verdadeiro religare que
as
fés almejam...trabalho, o tripalium, triplo empalamento (sal-ário
rot-ina
tédio) nada tem a a ouvir com isto...somos só o meio destes
deusessons...as
pontes com o domaldicäo da escuta, a es-cuta: a pele d'corpalma...
http://silencio.objectis.net/contatos.htm

Escrito por francesco às 18h35
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